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Desmatamento na Amazônia cai 61,4%

O desmatamento na Amazônia registrou uma queda de 61,4% em maio de 2026, de acordo com os números do Deter

Desmatamento na Amazônia cai 61,4%

O desmatamento na Amazônia registrou uma queda de 61,4% em maio de 2026, de acordo com os números do Deter, gerados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Essa redução é considerada um marco pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, especialmente porque o desmatamento historicamente aumenta no mês de maio, início da estação seca na Amazônia. Os dados do Deter são fundamentais para orientar as equipes em campo, especialmente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), nas ações de combate ao desmatamento.

A queda no desmatamento pode ser atribuída a uma combinação de fatores, incluindo a atuação mais eficaz das autoridades ambientais e a conscientização crescente sobre a importância da preservação da Amazônia. No entanto, a região ainda enfrenta desafios significativos, como a presença de organizações criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, que têm sido apontadas como principais empregadoras em um terço dos municípios da Amazônia Legal, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Além disso, a Amazônia é palco de disputas globais por recursos naturais, com o Brasil sendo o segundo maior detentor mundial de minerais como níquel, cobalto, cobre, manganês, lítio e terras raras.

O Fundo Amazônia, criado para transformar os esforços de preservação da região, quadruplicou o ritmo anual de aprovações desde 2023, de acordo com o BNDES. Essa iniciativa é considerada a maior e mais bem-sucedida de REDD+ do mundo em volume de recursos e resultados. A Agência Pública, uma premiada agência de jornalismo investigativo, tem desempenhado um papel fundamental na fiscalização e divulgação de informações sobre a situação da Amazônia, enquanto a Agência Brasil, uma agência pública de notícias da EBC, fornece informações atualizadas sobre a política, economia e direitos humanos no Brasil e no mundo.

A redução do desmatamento na Amazônia é um passo importante na direção certa, mas ainda há muito trabalho a ser feito para proteger a região e seus recursos naturais. Com a demanda global por minerais críticos projetada para quadruplicar até 2040, de acordo com a IEA, o Brasil precisa equilibrar suas ambições econômicas com a necessidade de preservar a Amazônia para as gerações futuras. O ministro João Paulo Capobianco destacou a importância da redução do desmatamento, mas também é necessário que o governo brasileiro continue a trabalhar para fortalecer as instituições ambientais e combater a criminalidade na região.

Lúcia Ferreira
The Lúcia Ferreira Take
Global Power & Conflict — Brazil/BRICS/Amazon

Eu acredito que a redução do desmatamento na Amazônia em 61,4% é um passo importante para a preservação do meio ambiente. No entanto, minha tese é que essa conquista ainda é insuficiente para garantir a proteção da floresta amazônica a longo prazo. Se nada mudar, os grandes madeireiros e empresas agrícolas serão os principais beneficiados, pois continuarão a explorar os recursos naturais da região de forma predatória, enquanto a população local e o meio ambiente continuarão a sofrer as consequências negativas. É necessário que sejam tomadas medidas mais eficazes para proteger a Amazônia e garantir um futuro sustentável para as gerações futuras.

Primary source: Estadão Político
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